segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Falta pouco para te conhecermos, filha

Faltam só 40 dias, como pode o tempo ter passado tão rápido?
A meses atrás parecia tão distante, tantas “semanas” para aguardar e agora está ficando perto demais. Queria poder frear o tempo e curtir mais um pouco.
No início são apenas números em um exame, depois vem uma imagem borrada em preto e branco, com algo sem forma, pois a silhueta demora a dar as caras. Quando o tal borrão toma uma forma mais natural e surge uma barriguinha, já se passou quase metade do caminho.
Nos primeiros meses ainda dava timidez de usar as vagas para gestante no supermercado e os caixas preferenciais...afinal, será que não acharão se tratar de uma barriguinha causada pela falta de academia? Quando a barriga começou a se mostrar mais exuberante é como tivesse surgido uma bolha em volta da mim, passei de uma mulher comum, a uma mulher especial, que todo mundo, estranhos e conhecidos querem puxar assunto, contar uma experiência, perguntar como estou ou apenas me dar um sorriso para partilhar da alegria do meu momento.
Na minha turma tão querida de hidroginástica, que fiz com muito orgulho junto das meninas da terceira idade, ganhei muito mais que amigas verdadeiras, ganhei um monte de mães que me cuidavam para descer na piscina, para sair da piscina e que se preocupavam quando me atrasava para aula.
E voltando lá no comecinho dessa “viagem”, lembro do exame do terceiro mês, em um momento surreal, quando a médica arriscou o primeiro palpite de que seria uma menina. Bom, eu imaginei ter uma filha desde que ganhei minha boneca preferida aos 4 ou 5 de idade e lá pelos 10 fiquei encantada pelo nome de uma menininha ainda bebê que conheci, bem esperta e que morava numa praia linda. Então esse nome fez parte das minhas lembranças boas da infância. E eu provavelmente devo ter repetido essa história para muita gente ao longo desses vinte anos, pois me surpreendi por tanta gente lembrar disso e vir me falar: você quis tanto ela, que ela está ai, a Marina.
O Alex muito compreensivo, concordou sempre com meu desejo e hoje sinto um orgulho enorme cada vez que ouço ele falar o nome dela, não é mais a minha Marina, é a nossa!!
E agora que falta tão pouco para ela chegar, nós dois estamos ansiosos e eu me sinto um pouco assustada. O bom de ter filho depois de um certo tempo de casados, é que nós dois já temos a nossa rotina e o nosso jeito, por isso parece mais fácil de iniciar uma nova fase. Em nossa casa, mesmo que tenha louça na pia e a cama para esticar, ainda assim gostamos de organização, de ver a casa arrumadinha, de ver tudo novinho, funcionando e bonito como no dia que foi comprado. Nós dois somos muito alinhados com isso, acho que faz parte da cumplicidade que se cria ao longo dos anos de convivência. Mas como mencionei lá no começo, em aproximadamente 40 dias vai ter uma pessoa nova morando aqui...aqui na nossa casa, onde só nós dois, juntinhos escolhemo o piso, a cor das paredes, as plantas da sacada, onde fazemos as refeições a hora que dá fome, olhamos filmes até tarde e de repente vai ter essa menininha que vai fazer parte disso tudo.
E certamente ela irá espalhar brinquedos pela casa, vai nos fazer ver desenhos, e será sempre a prioridade na hora de decidir os destinos das viagens...e talvez ela risque o papel de parede, vire suco no sofá, derrube meu celular no chão e bagunce nossa rotina. Assustador...e o mais assustador é que já não nos imaginamos mais sem ela!!!

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